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sábado, 11 de janeiro de 2014

EUA têm maior mortandade de golfinhos já registrada no Atlântico

Animais foram infectados pelo morbilivírus, similar ao do sarampo.
Total de golfinhos mortos chega a 753; já é o maior surto resgistrado.


Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)Funcionário do Aquário de Virgínia mede golfinho morto antes da sua necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)
Um total de 753 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo da costa do oceano Atlântico devido ao morbilivírus, similar ao sarampo, superando as mortes causadas por um surto registrado 25 anos atrás, informaram fontes oficiais esta sexta-feira (8).
O aparecimento de animais mortos começou em julho e se espalhou pela costa, de Nova York àFlórida, acumulando mais de 10 vezes o número normal desses golfinhos encontrados mortos em um ano inteiro.
O número recorde foi registrado em apenas metade do tempo do evento de 1987-1988 que matou mais de 740 animais, aumentando a preocupação de que esta mortandade possa ser ainda maior do que o observado, informou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
"As redes de resgate estão trabalhando muito para dar conta deste número assombroso", disse Teri Rowles, da NOAA.
Também há alguns indicativos precoces de que o surto de morbilivírus possa estar se espalhando, pois algumas baleias jubarte e cachalotes-pigmeus tiveram exames positivo.
No entanto, os cientistas não conseguiram confirmar que o morbilivírus seja a causa da morte, pois os animais se encontravam em estado de decomposição avançado, impedindo a realização de exames.
"Agora não há nada que possa ser feito para evitar a infecção por disseminação ou prevenir que os animais que forem infectados tenham doenças clínicas severas", disse Rowles.
Ela também afirmou que não é claro qual a proporção da população de golfinhos nariz-de-garrafa afetada ou o que causa este surto incomumente sério.
"Ainda há muitas perguntas sem respostas", declarou a jornalistas.
Os seres humanos não correm risco de pegar o morbilivírus, mas são suscetíveis a bactérias e a outros agentes patogênicos encontrados nas carcaças. Por isso, são aconselhados a procurar especialistas se virem algum golfinho na costa.

Parasita prejudica pesca de camarão na costa sudeste do Atlântico


Pesca tem piorado nos últimos meses graças à doença das guelras negras.
Doença não mata camarões, mas os torna mais vulneráveis a predadores.

A quantidade de camarões pescados na costa do sul do Atlântico, nos Estados Unidos, tem desabado nos últimos meses, uma vez que um parasita tem dificultado a respiração das criaturas, de acordo com autoridades de vida selvagem da Georgia e da Carolina do Sul.

Especialistas dizem acreditar que a doença de guelras negras, causada por um minúsculo parasita, contribuiu para o aumento das mortes de camarões brancos entre agosto e outubro, tipicamente o ápice da temporada de pesca.
A doença não mata diretamente os camarões, mas prejudica sua resistência e os torna mais vulneráveis a predadores.
"É como se os camarões estivessem fumando três maços de cigarros por dia, e agora têm que correr uma maratona", disse o diretor do Escritório de Gestão de Pesca da Carolina do Sul, Mel Bell.
"Pescadores de camarão estão nos informando que quando depositam o que pescaram em seus barcos, os camarões estão mortos", acrescentou.
Camarão (Litopenaeus setiferus) com a doença das guelras negras em barco na costa da Ilha Otter, próximo a St. Helena South, na California, em 18 de setembro de 2006 (Foto: Reuters)Camarão (Litopenaeus setiferus) com a doença das guelras negras em barco na costa da Ilha Otter, próximo a St. Helena South, na California, em 18 de setembro de 2006 (Foto: Reuters)




Fonte:http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/11/parasita-prejudica-pesca-de-camarao-na-costa-sudeste-do-atlantico.html

Vídeo flagra tubarão-martelo que dá à luz em praia da Flórida, nos EUA

Animal havia sido capturado por pescadores em alto mar na segunda-feira.
Cena curiosa foi publicada no YouTube.


Um vídeo flagrou um tubarão-martelo sendo capturando antes de dar à luz a filhotes em uma praia na Flórida, nos Estados Unidos. O tubarão chamou a atenção da multidão que frequentava a praia na segunda-feira (12).
As imagens exibem pescadores capturando o animal, que, quando chega na areia, começa a "parir". Momentos após ser retirado da água, o tubarão se move "freneticamente" na praia, como se estivesse irritado com a situação enquanto os filhotes se contorcem e buscam pela água.
Kathy Hunt, que vive no local, disse ao jornal local "News 13" que o tubarão parecia estar "à procura de uma saída e estava se debatendo muito quando chegou à costa".
O vídeo curioso foi publicado no YouTube na segunda-feira. Assista ao vídeo
Tubarão-martelo dá à luz uma ninhada de filhotes em praia da Flórida (Foto: Reprodução/YouTube/Cotton Picks)Tubarão-martelo dá à luz uma ninhada de filhotes em praia da Flórida (Foto: Reprodução/YouTube/Cotton Picks)
Animal se contorce durante nascimento dos filhotes em praia dos EUA (Foto: Reprodução/YouTube/Cotton Picks)Animal se contorce durante nascimento dos filhotes em praia dos EUA (Foto: Reprodução/YouTube/Cotton Picks)
Filhotes 'correm' para o mar após nascimento em praia da Flórida (Foto: Reprodução/YouTube/Cotton Picks)Filhotes 'nadam' para o mar após nascimento em praia da Flórida (Foto: Reprodução/YouTube/Cotton Picks)
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Tubarão-martelo capturado por pescadores dá à luz uma ninhada de filhotes (Foto: Reprodução/YouTube/Cotton Picks)Tubarão-martelo capturado por pescadores dá à luz a filhotes (Foto: Reprodução/YouTube/Cotton Picks)
Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2013/08/video-flagra-tubarao-martelo-que-da-luz-em-praia-da-florida-nos-eua.html

Nova espécie de tubarão-martelo é descoberta nos Estados Unidos

Espécie foi chamada de 'tubarão-martelo Carolina'. 
Externamente, animal é idêntico ao tubarão-martelo que já era conhecido.


Imagem de tubarão-martelo comum, o Sphyrna lewini (Foto: Barry Peters/ Wikimedia Commons)Imagem de tubarão-martelo comum, o Sphyrna lewini, que é externamente igual à nova espécie Sphyma gilberti (Foto: Barry Peters/ Wikimedia Commons)
Uma equipe de cientistas da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, descobriu nova espécie de tubarão, batizado de Sphyrna gilberti, ou "tubarão-martelo Carolina". Segundo os pesquisadores, a espécie demorou muito tempo para ser descoberta porque é muito parecida com o conhecido tubarão-martelo (Sphyrna lewini), praticamente indistinguível externamente.
Ao examinar as coletas de tubarões-martelo feitas na costa do estado americano, a equipe percebeu que a espécie analisada, na verdade, tinha duas assinaturas genéticas diferentes, tanto nos genomas mitocondriais quanto nos nucleares.
A partir de pesquisa em literatura, descobriram que em 1967 havia sido descrita um exemplar anormal de tubarão-martelo, que tinha 10 vértebras a menos. O exemplar, que estava no Museu de História Natural da Flórida, foi examinado pela equipe.
Pela análise de sua estrutura física, a equipe concluiu que se tratava de uma espécie diferente, mas fisicamente quase indistinguível da espécie comum.
A equipe publicou a evidência genética em 2006 e seguiu adiante com a pesquisa. Fez medições de 24 S. lewini e 54 exemplares da nova espécie, para finalmente descrevê-la neste ano. A diferença morfológica da nova espécie são as 10 vértebras a menos.
Ela foi batizada de S. gilbert em homenagem a Carter Gilbert, ex-curador do Museu de História Natural da Flórida que havia feito a primeira descrição.
Segundo Joe Quattro, que liderou as pesquisas, a população de tubarão-martelo diminuiu muito nas últimas décadas, mas não é possível saber o quanto foi reduzida a população da espécie S. gilbert, já que até então ela não era conhecida.
A equipe também estabeleceu locais e assinaturas genéticas para diferentes espécies de peixes encontradas nos rios da Carolina do Sul, estuários e águas costeiras.